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Nova técnica terapêutica contra o câncer consegue enganar um tumor para que se auto elimine

Nova técnica terapêutica contra o câncer consegue enganar um tumor para que se auto elimine

Pesquisadores modificaram um adenovírus respiratório comum para entrar em células1 tumorais como um cavalo de Tróia e entregar genes para uma variedade de tratamentos. Esses genes enganam as células1 tumorais para que produzam anticorpos2 terapêuticos, fazendo com que sejam eliminadas de dentro para fora. No artigo sobre a técnica, publicado na revista Proceedings of National Academy of Sciences, os pesquisadores demonstram como a plataforma de terapia gênica SHREAD para entrega parácrina melhora a localização do tumor3 e os efeitos intratumorais de um anticorpo4 clínico. Esta abordagem aumenta em 1.800 vezes o nível de um anticorpo4 modelo no tumor3 em relação ao seu nível na corrente sanguínea, em comparação com a administração direta. Assim, este sistema poderia permitir a produção local de drogas altamente potentes com risco muito reduzido de toxicidades sistêmicas.
1 Células: Unidades (ou subunidades) funcionais e estruturais fundamentais dos organismos vivos. São compostas de CITOPLASMA (com várias ORGANELAS) e limitadas por uma MEMBRANA CELULAR.
2 Anticorpos: Proteínas produzidas pelo organismo para se proteger de substâncias estranhas como bactérias ou vírus. As pessoas que têm diabetes tipo 1 produzem anticorpos que destroem as células beta produtoras de insulina do próprio organismo.
3 Tumor: Termo que literalmente significa massa ou formação de tecido. É utilizado em geral para referir-se a uma formação neoplásica.
4 Anticorpo: Proteína circulante liberada pelos linfócitos em reação à presença no organismo de uma substância estranha (antígeno).
- 04/06/2021
Colesterol HDL plasmático elevado foi associado ao aumento do risco de qualquer demência e doença de Alzheimer

Colesterol HDL plasmático elevado foi associado ao aumento do risco de qualquer demência e doença de Alzheimer

A associação do colesterol1 de lipoproteína de alta densidade (HDL2) plasmático com o risco de demência3 não é clara. Portanto, nesse estudo publicado no jornal científico Cardiovascular Research, pesquisadores testaram a hipótese de que níveis elevados de colesterol1 HDL2 plasmático estão associados a risco aumentado de demência3 e se uma possível associação é de natureza causal. Os resultados mostraram que o colesterol1 HDL2 elevado no plasma4 foi observacionalmente associado ao aumento do risco de qualquer demência3 e doença de Alzheimer5, sugerindo que o colesterol1 HDL2 pode ser usado como um biomarcador plasmático facilmente acessível para avaliação de risco individual.
1 Colesterol: Tipo de gordura produzida pelo fígado e encontrada no sangue, músculos, fígado e outros tecidos. O colesterol é usado pelo corpo para a produção de hormônios esteróides (testosterona, estrógeno, cortisol e progesterona). O excesso de colesterol pode causar depósito de gordura nos vasos sangüíneos. Seus componentes são: HDL-Colesterol: tem efeito protetor para as artérias, é considerado o bom colesterol. LDL-Colesterol: relacionado às doenças cardiovasculares, é o mau colesterol. VLDL-Colesterol: representa os triglicérides (um quinto destes).
2 HDL: Abreviatura utilizada para denominar um tipo de proteína encarregada de transportar o colesterol sanguíneo, que se relaciona com menor risco cardiovascular. Também é conhecido como “Bom Colesterol”. Seus valores normais são de 35-50mg/dl.
3 Demência: Deterioração irreversível e crônica das funções intelectuais de uma pessoa.
4 Plasma: Parte que resta do SANGUE, depois que as CÉLULAS SANGÜÍNEAS são removidas por CENTRIFUGAÇÃO (sem COAGULAÇÃO SANGÜÍNEA prévia).
5 Doença de Alzheimer: É uma doença progressiva, de causa e tratamentos ainda desconhecidos que acomete preferencialmente as pessoas idosas. É uma forma de demência. No início há pequenos esquecimentos, vistos pelos familiares como parte do processo normal de envelhecimento, que se vão agravando gradualmente. Os pacientes tornam-se confusos e por vezes agressivos, passando a apresentar alterações da personalidade, com distúrbios de conduta e acabam por não reconhecer os próprios familiares e até a si mesmos quando colocados frente a um espelho. Tornam-se cada vez mais dependentes de terceiros, iniciam-se as dificuldades de locomoção, a comunicação inviabiliza-se e passam a necessitar de cuidados e supervisão integral, até mesmo para as atividades elementares como alimentação, higiene, vestuário, etc..
- 07/06/2021
Tecido adiposo perivascular contribui para a disfunção vascular na insuficiência cardíaca, através da super ativação do sistema renina-angiotensina

Tecido adiposo perivascular contribui para a disfunção vascular na insuficiência cardíaca, através da super ativação do sistema renina-angiotensina

Um novo estudo, realizado por pesquisadores da USP e publicado na revista Clinical Science, demonstrou que a camada de gordura1 que envolve os vasos sanguíneos2 próximos ao coração3, chamada de tecido adiposo4 perivascular, está relacionada à perda da capacidade dos vasos de se adequarem ao fluxo sanguíneo bombeado. Essa incapacidade decorre da carência na função anticontrátil deste tecido5, o que sobrecarrega o funcionamento do coração3 e pode agravar a insuficiência cardíaca6. Esses resultados sugerem o tecido adiposo4 perivascular como um alvo na fisiopatologia7 da disfunção vascular8 na insuficiência cardíaca6 e fornecem novas perspectivas para o tratamento dessa síndrome9.
1 Gordura: Um dos três principais nutrientes dos alimentos. Os alimentos que fornecem gordura são: manteiga, margarina, óleos, nozes, carnes vermelhas, peixes, frango e alguns derivados do leite. O excesso de calorias é estocado no organismo na forma de gordura, fornecendo uma reserva de energia ao organismo.
2 Vasos Sanguíneos: Qualquer vaso tubular que transporta o sangue (artérias, arteríolas, capilares, vênulas e veias).
3 Coração: Órgão muscular, oco, que mantém a circulação sangüínea.
4 Tecido Adiposo: Tecido conjuntivo especializado composto por células gordurosas (ADIPÓCITOS). É o local de armazenamento de GORDURAS, geralmente na forma de TRIGLICERÍDEOS. Em mamíferos, existem dois tipos de tecido adiposo, a GORDURA BRANCA e a GORDURA MARROM. Suas distribuições relativas variam em diferentes espécies sendo que a maioria do tecido adiposo compreende o do tipo branco.
5 Tecido: Conjunto de células de características semelhantes, organizadas em estruturas complexas para cumprir uma determinada função. Exemplo de tecido: o tecido ósseo encontra-se formado por osteócitos dispostos em uma matriz mineral para cumprir funções de sustentação.
6 Insuficiência Cardíaca: É uma condição na qual a quantidade de sangue bombeada pelo coração a cada minuto (débito cardíaco) é insuficiente para suprir as demandas normais de oxigênio e de nutrientes do organismo. Refere-se à diminuição da capacidade do coração suportar a carga de trabalho.
7 Fisiopatologia: Estudo do conjunto de alterações fisiológicas que acontecem no organismo e estão associadas a uma doença.
8 Vascular: Relativo aos vasos sanguíneos do organismo.
9 Síndrome: Conjunto de sinais e sintomas que se encontram associados a uma entidade conhecida ou não.
- 02/06/2021
Perfil peptidômico do líquido cefalorraquidiano pode ajudar no diagnóstico de pacientes com aneurismas saculares intracranianos

Perfil peptidômico do líquido cefalorraquidiano pode ajudar no diagnóstico de pacientes com aneurismas saculares intracranianos

Uma pesquisa da USP, publicada na revista Journal of Proteomics, abre caminhos para o uso de uma nova forma de diagnosticar aneurismas cerebrais. Os cientistas descobriram, no líquido cefalorraquidiano1, peptídeos que aparecem somente em pacientes que tiveram ruptura das artérias2 causada por aneurisma3 ou em casos de ruptura tardia. Os resultados sugerem peptídeos como novos marcadores de aneurismas saculares intracranianos. As investigações contínuas permitirão a caracterização do significado biológico e clínico dos peptídeos identificados no presente estudo, bem como a identificação de protótipos para terapias farmacológicas baseadas em peptídeos para o tratamento de aneurismas saculares intracranianos.
1 Líquido cefalorraquidiano: Líquido cefalorraquidiano (LCR), também conhecido como líquor ou fluido cérebro espinhal, é definido como um fluido corporal estéril, incolor, encontrado no espaço subaracnoideo no cérebro e na medula espinhal (entre as meninges aracnoide e pia-máter). Caracteriza-se por ser uma solução salina pura, com baixo teor de proteínas e células, atuando como um amortecedor para o córtex cerebral e a medula espinhal. Possui também a função de fornecer nutrientes para o tecido nervoso e remover resíduos metabólicos do mesmo. É sintetizado pelos plexos coroidais, epitélio ventricular e espaço subaracnoideo em uma taxa de aproximadamente 20 mL/hora. Em recém-nascidos, este líquido é encontrado em um volume que varia entre 10 a 60 mL, enquanto que no adulto fica entre 100 a 150 mL.
2 Artérias: Os vasos que transportam sangue para fora do coração.
3 Aneurisma: Alargamento anormal da luz de um vaso sangüíneo. Pode ser produzida por uma alteração congênita na parede do mesmo ou por efeito de diferentes doenças (hipertensão, aterosclerose, traumatismo arterial, doença de Marfán, etc.).
- 07/06/2021
Estudo internacional identifica alta prevalência de sintomas depressivos em pacientes com diabetes tipo 1 e tipo 2 em países em desenvolvimento

Estudo internacional identifica alta prevalência de sintomas depressivos em pacientes com diabetes tipo 1 e tipo 2 em países em desenvolvimento

Pacientes com diabetes tipo 11 e tipo 2 têm uma alta prevalência2 de sintomas3 depressivos, com ∼30% tendo sintomas3 depressivos e 11% tendo depressão maior. Assim, sabe-se que a depressão é comum em pessoas com diabetes4, mas os dados dos países em desenvolvimento são escassos. Neste estudo, publicado na revista Diabetes4 Care, sintomas3 depressivos foram relatados em 30,7% das pessoas com diabetes tipo 11. Em pacientes com diabetes tipo 25, os respectivos valores para os subgrupos de acordo com o tipo de tratamento utilizado foram 29,0% para medicamentos orais para redução da glicose6 apenas, 36,6% para medicamentos orais para redução da glicose6 mais insulina7 e 46,7% para insulina7 apenas.
1 Diabetes tipo 1: Condição caracterizada por altos níveis de glicose causada por deficiência na produção de insulina. Ocorre quando o próprio sistema imune do organismo produz anticorpos contra as células-beta produtoras de insulina, destruindo-as. O diabetes tipo 1 se desenvolve principalmente em crianças e jovens, mas pode ocorrer em adultos. Há tendência em apresentar cetoacidose diabética.
2 Prevalência: Número de pessoas em determinado grupo ou população que são portadores de uma doença. Número de casos novos e antigos desta doença.
3 Sintomas: Alterações da percepção normal que uma pessoa tem de seu próprio corpo, do seu metabolismo, de suas sensações, podendo ou não ser um indício de doença. Os sintomas são as queixas relatadas pelo paciente mas que só ele consegue perceber. Sintomas são subjetivos, sujeitos à interpretação pessoal. A variabilidade descritiva dos sintomas varia em função da cultura do indivíduo, assim como da valorização que cada pessoa dá às suas próprias percepções.
4 Diabetes: Nome que designa um grupo de doenças caracterizadas por diurese excessiva. A mais frequente é o Diabetes mellitus, ainda que existam outras variantes (Diabetes insipidus) de doença nas quais o transtorno primário é a incapacidade dos rins de concentrar a urina.
5 Diabetes tipo 2: Condição caracterizada por altos níveis de glicose causada tanto por graus variáveis de resistência à insulina quanto por deficiência relativa na secreção de insulina. O tipo 2 se desenvolve predominantemente em pessoas na fase adulta, mas pode aparecer em jovens.
6 Glicose: Uma das formas mais simples de açúcar.
7 Insulina: Hormônio que ajuda o organismo a usar glicose como energia. As células-beta do pâncreas produzem insulina. Quando o organismo não pode produzir insulna em quantidade suficiente, ela é usada por injeções ou bomba de insulina.
- 31/05/2021
Cientistas restauraram parcialmente a visão de um homem cego com nova terapia genética, chamada optogenética

Cientistas restauraram parcialmente a visão de um homem cego com nova terapia genética, chamada optogenética

Uma equipe de cientistas anunciou que restaurou parcialmente a visão1 de um homem cego ao construir proteínas2 que captam a luz em um de seus olhos3. Usando uma técnica chamada optogenética, eles adicionaram proteínas2 sensíveis à luz à retina4 do homem, dando-lhe uma visão1 borrada dos objetos. O estudo, publicado na revista Nature Medicine, é o primeiro a descrever o uso bem-sucedido desse tratamento. O paciente percebeu, localizou, contou e tocou objetos diferentes usando apenas o olho5 tratado com vetor enquanto usava óculos especiais. Durante a percepção visual, os registros eletroencefalográficos multicanal revelaram atividade relacionada ao objeto acima do córtex visual.
1 Visão: 1. Ato ou efeito de ver. 2. Percepção do mundo exterior pelos órgãos da vista; sentido da vista. 3. Algo visto, percebido. 4. Imagem ou representação que aparece aos olhos ou ao espírito, causada por delírio, ilusão, sonho; fantasma, visagem. 5. No sentido figurado, concepção ou representação, em espírito, de situações, questões etc.; interpretação, ponto de vista. 6. Percepção de fatos futuros ou distantes, como profecia ou advertência divina.
2 Proteínas: Um dos três principais nutrientes dos alimentos. Alimentos que fornecem proteína incluem carne vermelha, frango, peixe, queijos, leite, derivados do leite, ovos.
3 Olhos:
4 Retina: Parte do olho responsável pela formação de imagens. É como uma tela onde se projetam as imagens: retém as imagens e as traduz para o cérebro através de impulsos elétricos enviados pelo nervo óptico. Possui duas partes: a retina periférica e a mácula.
5 Olho: s. m. (fr. oeil; ing. eye). Órgão da visão, constituído pelo globo ocular (V. este termo) e pelos diversos meios que este encerra. Está situado na órbita e ligado ao cérebro pelo nervo óptico. V. ocular, oftalm-. Sinônimos: Olhos
- 08/06/2021

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